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outcast
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 Message 361 of 521
08 June 2011 at 12:21am | IP Logged 
Abdalan e Simonov, muito obrigado. Valeu, isso era o que eu procrurava.

simonov wrote:
Uso mesmo difícil de explicar. Parece que cada um utiliza o tal infinitivo, ou não, comforme o seu capricho. Há umas regras teóricas, mas era melhor falarmos en tendências do que em regras.
Um site onde se podem encontrar soluções a questões gramaticais é o Wordreference.com, aqui por exemplo há uma discussão bastante interesante sobre o assunto.


Você usa o imperfeito ''era'' e não o futuro-do-pretérito ''seria''. Eu sei que isso é comum. Usa-se o FDP ou Condicional em Portugal?
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Rafaelodias
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 Message 362 of 521
01 July 2011 at 5:40am | IP Logged 
outcast wrote:
Olá,

Algum de vocês poderia me explicar, o uso do infinitvo pessoal?

Eu sei como formá-lo, e o meu livro diz que esse tempo verbal substitue algumas construções subjuntivas. Porém eu quero saber exatamente qual é o seu uso mais comum na fala diaria, em que situação ou situações é mais comum o infinitivo pessoal do que é o subjuntivo. O livro não explica isso. Obrigado.


Olá, este tópico é de fato a grande dúvida dos estrangeiros, principalmente se o mesmo já fala espanhol uma vez que o infinitivo pessoal não existe nas demais línguas latinas (com exceção do galego, se não me engano). Aliás, já vai uma dica para quem quer aprender português depois do espanhol: há dois tópicos verbais que são únicos do português, o infinitivo pessoal e o futuro subjuntivo.
Posso dar algumas dicas para o uso do infinitivo pessoal. Primeiramente, ele é amplamente usado na língua falada e, portanto, merece uma maior atenção. Basicamente são 4 regras:

1. Quando você tem dois sujeitos na mesma frase e a ação de um interfere na do outro:
A professora deu um prazo de cinco dias para o aluno fazer a tarefa/ os alunos fazerem a tarefa/ para nós fazermos a tarefa; Este tipo de frase pode ser substituído pelo uso da preposição "para que" e o subjuntivo, o que seria mais comum na escrita formal (A professora deu um prazo de cinco dias para que o aluno fizesse a tarefa). Qualquer falante nativo de português (seja brasileiro ou português) vai dizer que a primeira opção - o infinitivo pessoal - é a mais comum na língua falada.

2. Você também pode substituir alguns usos do subjuntivo presente retirando o "que" das estruturas:
É bom você procurar um emprego/ vocês procurarem um emprego
É melhor irmos embora
É importante lermos todos os dias
É aconselhável vocês comprarem uma casa

No entanto, é importante ressaltar que algumas estruturas não admitem o infinitivo pessoal, mas só o presente subjuntivo, tais como: Tomara que ele venha/Duvido que ele venha/Espero que ele venha/Embora esteja chovendo, vou sair/Caso chova, vou ficar em casa.

3. Depois das seguintes preposições:
Antes de chegarmos em casa
Depois de chegarmos em casa
Ao chegarmos em casa
Para passarem no exame, vocês precisam estudar

4. Para indeterminar o sujeito:
Faço isso para não me acharem inútil
Temos que fazer algo para nos promoverem

Detalhe: não existe irregularidade no infinitivo pessoal, basta acrescentar as desinências ao infinitivo:

eu cantar
tu cantares*
você/ele/ela/ a gente cantar
nós cantarmos
vocês/eles/elas cantarem

*O uso do tu é amplamente usado em Portugal mas pouco frequente no Brasil.

Na regras 2 e 3, prefira usar o infitivo no lugar do subjuntivo, pois a sua mensagem ficará mais suave. Ao usarmos o subjuntivo nas frases da regra 2 ou 3, você pressiona o seu ouvinte a fazer algo, enquanto que usando o infitivo você passa uma mensagem mais neutra. Isso é verdade e nenhum livro de português para estrangeiros explica isso. Exemplos:

Você pode limpar a casa antes de eu chegar em casa?
Você pode limpar a casa antes que eu chegue em casa? (A sensação que eu tenho quando escuto essa frase é de uma ordem)

Espero ter ajudado (infinitivo pessoal composto)
Obrigado por terem respondido (outro exemplo)

Edited by Rafaelodias on 01 July 2011 at 5:53am

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Rafaelodias
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 Message 363 of 521
01 July 2011 at 6:05am | IP Logged 
Rhay wrote:
Hoje comprei aqui na Alemanha um dicionário de Português da Editora Porto de 2011 com a
Nova Reforma Ortográfica. Por quê algumas palavras têm o acento agudo no Português de
Portugal e no Português Brasileiro o circunflexo? Exemplos:

fenómeno
sinónimo

e no Brasil:

fenômeno
sinônimo.

Sempre tenho visto essa diferenca ao ler, mas pensei que nao existiria mais após o
Acordo Ortográfico. Existe uma regra certa ou em cada país há uma regra diferente de
acentuacao?



Provavelmente é porque em Portugal tais palavras são pronunciadas abertas e no Brasil fechadas. O circunflexo (ô) representa uma vogal fechada e o agudo (ó), aberta. Portanto, para manter a fonética de ambos os países, optou-se em conservar tais nuanças.
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 Message 364 of 521
02 July 2011 at 5:54am | IP Logged 
Rafaelodias wrote:

Provavelmente é porque em Portugal tais palavras são pronunciadas abertas e no Brasil fechadas. O circunflexo (ô) representa uma vogal fechada e o agudo (ó), aberta. Portanto, para manter a fonética de ambos os países, optou-se em conservar tais nuanças.


Apesar de escrever sinônimo e fenômeno, eu sempre falei sinónino e fenómeno. Acho que varia de região para região.

Quando recitando as vogais, a maioria das pessoas da minha região falam a, ê (no lugar de é), i, ô (no lugar de ó) e u. Puras variações regionais.
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 Message 365 of 521
07 August 2011 at 4:33am | IP Logged 
Sou de Goiás no interior do Brasil e aqui se pronuncia fenômeno e sinônimo, assim como ônibus.
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 Message 366 of 521
08 August 2011 at 2:08pm | IP Logged 
Carlucio wrote:
Sou de Goiás no interior do Brasil e aqui se pronuncia fenômeno e sinônimo, assim como ônibus.


Aqui no interior de SP ouço ambas as pronúncias. Mas fenómeno e sinónimo são muito mais comuns (não na escrita, obviamente). Como eu disse, variações regionais.

Aliás, 'magina qu'estranho escrevê em Português fora da língua escrita padrão? Digo, na forma "dialetal" de cada região.
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Carlucio
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 Message 367 of 521
13 August 2011 at 12:03am | IP Logged 
Seria engraçado escrever assim:
"To cagano e andano procês"


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FireViN
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 Message 368 of 521
13 August 2011 at 5:46am | IP Logged 
Carlucio wrote:
Seria engraçado escrever assim:
"To cagano e andano procês"


Mas ia sê engraçado mesmo. Hoje, quand'eu 'tava falando c'um amigo, usei a expressão "p'cê tamém" - para você também. Um pouquinho diferente da norma culta, né? É legal percebê essas diferenças entre a língua falada e escrita.

Ainda assim prefiro ler e escrever respeitando todas as regras da norma culta. Mesmo que isso fuja bastante da língua falada, seria MUITO esquisito ler um livro com uma escrita igual a do meu parágrafo acima...

Edited by FireViN on 13 August 2011 at 5:49am



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